domingo, junho 12, 2011

Look Inverno

Hello pessoal....


Bom inverno hora de tirar as botas de "Camaru" do guarda roupas, certo?

ERRADO!!

Tenha cuidado pois não está mais em alta as "botonas"... de lugar agora pras ankle-boots chik e nodernas vão dar um toque de especial no inverno. Fica aqui minha dica.


Azaleia


Azaleia

Dijean

Dumond

Dumond

Dijean

Lança Perfume

Lança Perfume

Lança Perfume


Lança Perfume

 Espero que tenham gostado dos modelos;


Abraçuss

domingo, junho 05, 2011

A moda, da Belle Époque até hoje

João Braga percorre mais de 100 anos do universo fashion em seu novo livro. Acompanhe, aqui, um resumo dessa viagem.


5 de junho de 2011, 8H28

Um dos lançamentos mais aguardados do ano para quem gosta de moda acaba de sair do forno: o livro História da Moda no Brasil – Das Influências às Autorreferências (Pyxis Editorial, 642 págs., 120 reais), do professor de história da moda João Braga e do escritor Luís André do Prado, revisita a história fashion nacional focando seus bastidores. Na palavra dos autores, o que esteve por trás do surgimento do estilo genuinamente brasileiro.



Belle époque (1889-1918)


ACERVO MUSEU DO TRAJE E DO TÊXTIL


 
A moda tinha uma influência francesa. Praticamente era só o rosto da mulher que aparecia. O resto ficava escondido por golas altas e luvas. Havia muito rigor, mas também se percebiam excessos: chapéus grandes e cintura marcada. O Rio era o lugar onde a moda acontecia, principalmente na rua do Ouvidor. Lá se falava mais francês do que português. Quase nada era criado aqui. Toda a roupa da elite vinha de fora.

Anos loucos (1919-1930)
 
 
ACERVO MUSEU PAULISTA

O nome vem da alegria de viver o período pós-Primeira Guerra Mundial. O conflito abalou de maneira muito profunda os valores, os costumes e as convicções. Aconteceu um processo de masculinização na moda. A roupa ficou mais funcional, pois a mulher já trabalhava fora. No Brasil, a Casa Alemã (importadora de tecidos) se tornou uma referência importante e começou a organizar desfiles de moda francesa.
 
Era do rádio (1931-1945)
 
 
ACERVO FAMÍLIA LIBMAN

A moda francesa criou um sistema que permitia que ela se replicasse, mesmo sendo vendida como peça única. Havia as telas (moldes de pano) que as madames (como madame Boriska e madame Rosita) compravam em Paris. Depois, confeccionavam peças do modelo original com detalhes e tecidos diferentes. Isso começa depois da Segunda Guerra, com a refeminilização da moda e a influência do New Look, de Dior.

Anos dourados (1946-1960)
 
 

ACERVO GILDA PROCHOWNIK

Nesse período, há a concretização do New Look, ainda com a moda francesa sendo importada. O processo de cópia por meio de moldes cresce muito e acaba havendo a democratização. Nesse momento, surge lá fora o prêt-à-porter. No Brasil, começam os concursos de beleza, e a moda acontece como uma extensão deles. Os costureiros ainda se inspiram no exterior, mas tentam criar modelos assinados.
Tropicália & Glamour (1961-1975)
 

ACERVO CYRO DEL NERO
 
Essa época é o apogeu de novos nomes, como Clodovil e Dener, mas a grande sacada é a Fenit (Feira Nacional da Indústria Têxtil) e a introdução dos tecidos sintéticos no Brasil, produzidos pela Rhodia. As indústrias têxteis passaram a fazer divulgação para despertar o consumo. Os desfiles da Fenit eram assinados por artistas e costureiros e as peças não eram vendidas – o que valia era o show.
Anos azuis (1976-1990)
 


ACERVO JOSÉ AUGUSTO BICALHO

O nome dessa época vem do jeans, já que no Brasil os anos não eram tão azuis assim. Há o predomínio da moda jovem e da artesanal, com tingimento caseiro e bordados (principalmente no Rio), para depois virar uma moda produzida em confecção. O jeans acabou se consolidando, com seu apogeu na década de 1980. Estilistas começaram a surgir e se consolidar no grupo Moda Rio e na Cooperativa de Moda, em São Paulo.

Supermercado de estilos (1991-2010)

ACERVO LINO VILLAVENTURA


É o período das semanas de moda. Nele, surge, no Rio de Janeiro, a Semana de Estilo Leslie (1992), que depois se torna Semana Barra Shopping de Estilo e, posteriormente, Fashion Rio. Ao mesmo tempo, em São Paulo, surge o Phytoervas Fashion (1994), que depois se tornaria o Morumbi Fashion e, em seguida, o São Paulo Fashion Week. A roupa de praia vira um produto de exportação e estilistas começam a se projetar no exterior.


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